Dois mundos diferentes cruzam-se sem pedir licença. Poderá o amor escrever a sua própria história?
Conhecemo-nos no meu primeiro dia de trabalho. Ele sorriu, e eu fiquei derretida. Depois, provou o café que lhe servi… e odiou. Mas isso não o impediu de regressar no dia seguinte. E no outro. E no outro. Por muito que implicasse com o café, não conseguia deixar de aparecer. A tática dele era clássica e previsível: olhares demorados, comentários sedutores, um sorriso que prometia sarilhos. Acabei por ceder e marcámos um encontro. E foi então que percebi que Sebastian Garcia era, afinal, dono de uma personalidade intensa, segura e confiante. E a profundidade daquele homem desarmou-me completamente. A paixão surgiu sem planos, sem certezas, como se estarmos juntos estivesse predestinado, tal era a intensidade e o desejo. Vivemos momentos tão intensos… Mas o passado dele não estava isento de questões por resolver. E o meu também não. E essa dura realidade acabou por se sobrepor a tudo o resto. Agora, só tenho duas hipóteses: afastar-me desta relação intensa e tempestuosa antes que seja tarde, ou ficar e arriscar. Acho que vou arriscar.


